quarta-feira, outubro 8

Um nome que não se define



Esse livro - o mais feliz dos silêncios – diz de muitas coisas. Mas, de todas, a melhor é esse gosto de mulher. Me entenda. Saí de uma mulher e depois estive rodeada delas. Como não crescer uma mulher, assim com gosto?


Alguns contos são batizados com nomes de mulheres, Marta, Sarah Guello (inventada por meus sobrinhos que tinham até música para ela!), Marla com gosto de uva, Regina, Leide da Night... mas, sabendo ser impossível reter aqui, em nomes, uma condição: a de ser mulher. Nosso nome não nos resume e, nem sempre, nosso silêncio é feliz.


No entanto, nesse livro de contos o silêncio é de felicidade e as muitas mulheres, que nele habitam, dele são donas. Algumas bailam,, fumam, manda em seus homens, outras choram, se isolam, ficam loucas e se riem.


Alguns poucos homens ilustram esse livro, ás vezes nem nome têm. São uma poeira fina, de estrada ou de lembrança.


Há ainda aquelas mulheres cuja sombra nos toma a tarde, Stella do Patrocínio (pra quem escrevi “eu tenho delicadamente construído palavras”), Dorothy Parker (que sempre foi uma influência e que tem a epígrafe do livro), Elizabeth Taylor no filme “Quem tem medo de Virginia Woolf” (pra quem escrevi “Marta”). E a moça Francisca, uma em tantas (para quem escrevi Garagem).


De certo há muito que dizer sobre tantas e tantas dizem sobre mim.


Mas aí só lendo o livro.










O lançamento do livro ocorrerá dia 9 de outubro às 18:30 horas, na Biblioteca Municipal Dollor Barreira, Av. da Universidade, 2572. Benfica, Fortaleza-CE

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