terça-feira, janeiro 17

Por onde andei enquanto buscava você ou a saga das Madaleñas


Enquanto percorria o caminho tostado pelo homem eu pensava que era uma só. 

Mas não, somos tantas e tantas veias percorremos que  sufoquei a mim mesma com o travesseiro, o saco plástico e as mãos.

Você que é homem e me engole de dia e me vomita á noite.

E enquanto eu percorria a cana de açúcar, essa do nosso sangue, descia, garganta a baixo, o gosto de você: gosto de bile que é ácido e, por isso, me trava e não digo palavra. 

E esse caminho, ácido e tostado, é deserto. 

E é lá que vivemos, todas nós.
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